Estou laranja.
Não a cor. A fruta.
A laranja é cortada e lá estão seus bagos: expostos, frágeis.
As peles que os recobrem parecem, agora, camadas tão finas... cicatrizes fáceis de voltarem a ser feridas.
Cortam, repartem, dividem-a. Depois espremem. Até a última gota. Até deixá-la seca. E, então, deixam-a.
a culpa não é da laranja. Ela havia tentado continuar. Ela era verde para que quando pedissem: laranja! ela pudesse se esconder. Se esconder não foi a melhor saída.
Virou suco, perdeu os caroços guardados a sete chaves.
...
Hoje estou um bagaço.
Muito criativo e triste!!!(foi o que senti)
ResponderExcluir"Ela era verde para que quando pedisse:laranja"ela pudesse se esconder."
Porque ñ ser notada?Qual o medo de viver e se fazer existir?!
"cicatrizes fáceis de voltarem a ser feridas".
Sensibilidade ao extremo!!!
Apesar de ter adorado o texto...não gostei do sentimento que me provocou![:(]
às vezes não temos coragem de dizer tudo o que sentimos. Nem sempre temos os melhores sentimentos.
ResponderExcluirEu estava um bagaço.
Doce inspiração...
"Nunca pensei que poderia
falar da laranja, ela sempre ali tão perto de mim, eu antes nunca havia notado sua tristeza escondida (talvez espelho da minha).